De cara, enfrentaram greve de ônibus intermunicipais. Destemidos viajaram espremidos numa van. Dormiram numa pousadinha no centro da cidade e na manhã seguinte seguiram para a praia do Atalaia.
Chegaram cedinho e pegaram um ótimo lugar, bem de frente pro mar. Foram pra água. Quando voltavam para almoçar tiveram que desviar de garrafas, latas, copos e cocos secos espalhados pela areia branquinha. Quando chegaram contemplavam o mar, agora, bem na sua frente, deparam-se com a bunda arreganhada de um carro com ameaçadores alto falantes gigantes cantando aquele tecno “ai, ai, ai, ai, ai...”. Depois do almoço voltaram para a água e quase a menina era atropelada por um carro (sim, pra você que não sabe, na praia do Atalaia, os carros mandam na areia). Após o susto voltaram para a mesa. Cadê a mesa? Cadê as coisas? Cadê...? Ufa!! o garçom guardou tudo e liberou a mesa para outras pessoas já que eles não iriam tomar umas “geladas” e eu preciso faturar, né patrão? Aí o próprio garçom deu a dica: praia da corvina. Lá não tem carro, nem som alto, nem desespero por mesas e cadeiras, mas não daria para se livrar do lixo na areia. Nem pensaram duas vezes e se mandaram pra lá.
Quando viram aquele cenário bonito do Maçarico, aquele ar de coisa estruturada, mais respeitável, respiraram aliviados. Relaxaram tanto que a menina precisou de um banheiro: parece que o caranguejo não bateu bem. Foram até a Central de Apoio ao Turista, que às 16h do dia 19 de julho, estava fechada. E a menina estava apertada, suando. Conseguiram avistar o banheiro público e correram pra lá. Mas, em pleno meio das férias, numa cidade que recebe mais de 300 mil pessoas em julho, estava fechado para reforma.
Já no desespero atravessaram a rua e pediram ajuda num hotelzinho, que não ajudou e o dono ainda indicou um banheiro, sem portas, de um bar de marmanjos para uma menina de 8 anos. Os três saíram batendo nas lanchonetes e restaurantes e todos recusaram. Mas alguém salvou a nossa pátria paraense, uma sorveteria abriu as portas para a menina que saiu do banheiro aliviada e, sentou numa cadeira com seus pais para apreciar os melhores sorvetes do mundo. No dia seguinte arrumaram as malas e sumiram de Salinas levando as “maravilhosas” lembranças na bagagem e, claro, potes e mais potes de isopor de sorvetes de bacuri, açaí, uxi e cupuaçu. Dizem que voltarão ano que vem pra viver tudo de novo. Você voltaria?
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por sua visita. Logo, logo seu comentário será publicado.