José Malcher é uma das ruas mais estreitas e movimentadas de Belém, dessas que você não pode nem sonhar em parar para alguém descer rapidinho porque, em segundos, a avenida vira um caos.
Mas ontem, por volta das 8h da manhã, um cidadão estacionou seu carro do lado esquerdo na frente de um prédio.
Não ligou o alerta e nem abriu o capô pra dar aquela disfarçadinha de defeito como muitos fazem. Tava certo de que era o dono da faixa e por isso mesmo abriu um jornal para esperar pacientemente por alguém. Aqui do lado de fora, os carros que dessem o jeito de mudar de faixa. Ah, os xingamentos não eram ouvidos.
Mas, de repente, um carro da companhia de trânsito parou atrás dele e, na frente, parou um carro guincho. O cidadão saiu do carro com o dedo em riste para o agente de trânsito enquanto o motorista metia o gancho no para lamas. O homem mostrou uma carteira, esbravejou, pegou o celular, o jornal se espalhava pelo chão. Mas não teve jeito. O carro foi guinchado. A faixa foi liberada e os outros motoristas aplaudiram.
Agora, acorde!! Isso, só nos sonhos!!!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
SALINAS: DO LIXO NA PRAIA AO ALÍVIO NA SORVETERIA
Uma família paulista encantou-se com Salinas numa revista nacional de turismo e veio passar suas férias na mais badalada praia do litoral paraense. A-DO-RA-RAM!!!
De cara, enfrentaram greve de ônibus intermunicipais. Destemidos viajaram espremidos numa van. Dormiram numa pousadinha no centro da cidade e na manhã seguinte seguiram para a praia do Atalaia.
Chegaram cedinho e pegaram um ótimo lugar, bem de frente pro mar. Foram pra água. Quando voltavam para almoçar tiveram que desviar de garrafas, latas, copos e cocos secos espalhados pela areia branquinha. Quando chegaram contemplavam o mar, agora, bem na sua frente, deparam-se com a bunda arreganhada de um carro com ameaçadores alto falantes gigantes cantando aquele tecno “ai, ai, ai, ai, ai...”. Depois do almoço voltaram para a água e quase a menina era atropelada por um carro (sim, pra você que não sabe, na praia do Atalaia, os carros mandam na areia). Após o susto voltaram para a mesa. Cadê a mesa? Cadê as coisas? Cadê...? Ufa!! o garçom guardou tudo e liberou a mesa para outras pessoas já que eles não iriam tomar umas “geladas” e eu preciso faturar, né patrão? Aí o próprio garçom deu a dica: praia da corvina. Lá não tem carro, nem som alto, nem desespero por mesas e cadeiras, mas não daria para se livrar do lixo na areia. Nem pensaram duas vezes e se mandaram pra lá.
Quando viram aquele cenário bonito do Maçarico, aquele ar de coisa estruturada, mais respeitável, respiraram aliviados. Relaxaram tanto que a menina precisou de um banheiro: parece que o caranguejo não bateu bem. Foram até a Central de Apoio ao Turista, que às 16h do dia 19 de julho, estava fechada. E a menina estava apertada, suando. Conseguiram avistar o banheiro público e correram pra lá. Mas, em pleno meio das férias, numa cidade que recebe mais de 300 mil pessoas em julho, estava fechado para reforma.
Já no desespero atravessaram a rua e pediram ajuda num hotelzinho, que não ajudou e o dono ainda indicou um banheiro, sem portas, de um bar de marmanjos para uma menina de 8 anos. Os três saíram batendo nas lanchonetes e restaurantes e todos recusaram. Mas alguém salvou a nossa pátria paraense, uma sorveteria abriu as portas para a menina que saiu do banheiro aliviada e, sentou numa cadeira com seus pais para apreciar os melhores sorvetes do mundo. No dia seguinte arrumaram as malas e sumiram de Salinas levando as “maravilhosas” lembranças na bagagem e, claro, potes e mais potes de isopor de sorvetes de bacuri, açaí, uxi e cupuaçu. Dizem que voltarão ano que vem pra viver tudo de novo. Você voltaria?

De cara, enfrentaram greve de ônibus intermunicipais. Destemidos viajaram espremidos numa van. Dormiram numa pousadinha no centro da cidade e na manhã seguinte seguiram para a praia do Atalaia.
Chegaram cedinho e pegaram um ótimo lugar, bem de frente pro mar. Foram pra água. Quando voltavam para almoçar tiveram que desviar de garrafas, latas, copos e cocos secos espalhados pela areia branquinha. Quando chegaram contemplavam o mar, agora, bem na sua frente, deparam-se com a bunda arreganhada de um carro com ameaçadores alto falantes gigantes cantando aquele tecno “ai, ai, ai, ai, ai...”. Depois do almoço voltaram para a água e quase a menina era atropelada por um carro (sim, pra você que não sabe, na praia do Atalaia, os carros mandam na areia). Após o susto voltaram para a mesa. Cadê a mesa? Cadê as coisas? Cadê...? Ufa!! o garçom guardou tudo e liberou a mesa para outras pessoas já que eles não iriam tomar umas “geladas” e eu preciso faturar, né patrão? Aí o próprio garçom deu a dica: praia da corvina. Lá não tem carro, nem som alto, nem desespero por mesas e cadeiras, mas não daria para se livrar do lixo na areia. Nem pensaram duas vezes e se mandaram pra lá.
Quando viram aquele cenário bonito do Maçarico, aquele ar de coisa estruturada, mais respeitável, respiraram aliviados. Relaxaram tanto que a menina precisou de um banheiro: parece que o caranguejo não bateu bem. Foram até a Central de Apoio ao Turista, que às 16h do dia 19 de julho, estava fechada. E a menina estava apertada, suando. Conseguiram avistar o banheiro público e correram pra lá. Mas, em pleno meio das férias, numa cidade que recebe mais de 300 mil pessoas em julho, estava fechado para reforma.
Já no desespero atravessaram a rua e pediram ajuda num hotelzinho, que não ajudou e o dono ainda indicou um banheiro, sem portas, de um bar de marmanjos para uma menina de 8 anos. Os três saíram batendo nas lanchonetes e restaurantes e todos recusaram. Mas alguém salvou a nossa pátria paraense, uma sorveteria abriu as portas para a menina que saiu do banheiro aliviada e, sentou numa cadeira com seus pais para apreciar os melhores sorvetes do mundo. No dia seguinte arrumaram as malas e sumiram de Salinas levando as “maravilhosas” lembranças na bagagem e, claro, potes e mais potes de isopor de sorvetes de bacuri, açaí, uxi e cupuaçu. Dizem que voltarão ano que vem pra viver tudo de novo. Você voltaria?
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